Se, indo pelo norte, a gente tentava escapar do eixo do mal, outros problemas surgiam. O primeiro trajeto percorrido pela viagem foram os corredores burocráticos de muitos e exigentes consulados e embaixadas. Corredores às vezes encurtados pelo espírito pós-soviético de funcionários londrinos terceirizados. Mas, às vezes, especialmente em Paris, é preciso apresentar o convite desinteressado de uma agência de viagens, que se torna sua amiga e anfitriã por meros 14 euros... E, se sua estadia for de mais de 15 dias, um roteiro detalhado de cada esquina a ser dobrada e cada souvenir a ser colecionado.
Por incrível que pareça, o atalho mais curto para driblar certos nós consulares parisienses era o Eurotunnel. O reencontro em Londres foi regado a Maltesers, double deckers vermelhos e visitas a visa offices. E, no fim das contas, o saldo foi positivo. Mais importante – ou, na verdade, mais empolgante – do que os novos vistos colados nos passaportes, agora podemos oficialmente declarar que a viagem começou às 14h30 do dia 27 de junho de 2009, justamente na cidade em que ela também vai acabar, e com um delicioso trajeto de ônibus de 7h30 como só a Eurolines sabe oferecer. Você entra num ônibus, que em dado momento entra num trem, que entra num túnel, que perfura o fundo do Canal da Mancha e, após um pouco de suor, discriminação e tédio, chega a Paris. Ou seja, se por sobre a terra não vale, as regras dessa viagem permitem pelo menos que a a gente vá por debaixo da terra. Com o trem, seria a mesma coisa, mas com menos dor nas costas e em 2h15, mas, honestamente, quem se importa? Afinal, a gente agora tinha uma estratégica parada de uma semana na Cidade Luz, para pendências acadêmicas, amigos, um pouco mais de burocracia e tartare de boeuf.
Paris, London and a good dose of bureaucracy
If, by going through the north, we tried to escape the axis of evil, other problems would nevertheless arise. The first route taken on this trip was the bureaucratic corridors of many and demanding consulates and embassies. Corridors that were sometimes shortened by the post-soviet spirit of outsourced british employees. However, sometimes, especially in Paris, you need to present an uninterested invitation issued by a travel agency, which becomes your friend and host for a mere 14 euros... And, if your stay exceeds 15 days, a detailed travel plan, with every street to be crossed and souvenir to be collected.
As incredible as it may seem, the shortest way to overcome certain parisian consular knots was the Eurotunnel. And so the London reunion was filled with Malteesers, red double deckers and visits to visa offices. At the end of the day, the result was positive. More importantly – actually, more exciting – than the new visas stamped on our passaports, now we can say that our trip oficially started in London, at 14h30, on June 27th, 2009, on the same place where it will end, with a delightful seven and a half hour bus trip with the one and only Eurolines. You get on a bus, which at some point enters a train, which rolls into a tunnel, which drills the bottom of the English Channel and, after a little sweat, discrimination and boredom, reaches Paris. If we can't fly above the ground, the rules of this trip allow us to go under it. Going by train would be the same, only with less backache and in two hours and fifteen minutes, but, honestly, who cares? After all, we now had a strategic one week stop at the City of Light to resolve academic issues, see some friends, overcome a little more bureaucracy and savour tartare de boeuf.
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Adorei as noticias, ja estava sentindo falta! Entrava sempre no blog e nada.... Boa semana nessa Cidade Luz Maravilhosa! E nao esquece de atualizar sempre que possivel o blog para que aqueles que a gente possa acompanhar um pouquinho desta aventura! Beijao ao casal
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